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Manoel Augusto
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05/08/2008
DIARIO DE UM CAIPIRA PELAS RUAS DE PARIS
 
Diário de um Caipira pelas ruas de Paris
Ensaio VII – Genebra

Maio, 16 – Acordamos bem cedo, na hora de vaqueiro ordenhar vacas, para tomar o trem para Genebra, iniciávamos naquele momento um giro pela Europa do Leste. Dias antes analisamos as alternativas de viagens – melhor relação custo/benefício, conciliando a oportunidade do mais amplo conhecimento da região com o menor custo possível mantendo relativo conforto, afinal, nessa altura da vida não dá para me aventurar como mochileiro, principalmente se a viagem é em família. Eu e minha mulher não conhecíamos ainda essa parte da Europa, só a Rosa Cecília, nossa filha jornalista que estuda na França, já a conhecia e deu-nos o privilégio de nos servir de guia.
De Grenoble a Genebra passamos por sucessivas paisagens rurais paradisíacas, pequenas cidades (que mais parecem cartões postais) e complexos industriais. Ainda em território francês alcançamos o lago Léman e pela sua margem esquerda seguimos até Genebra.
Enquanto o trem seguia no seu trajeto, se sucediam as estações com passageiros subindo, outros descendo, mas, quase que invariavelmente cada um com o seu sanduíche e sua garrafa de coca cola. Sucos de frutas e guaraná parecem ser invenções « apenas » brasileiras. Tomando o seu « petit déjeuner » na Europa, é natural as pessoas comerem em plena via pública ou nos coletivos. Também se fuma desbragadamente, até adolescentes, muitas vezes em locais fechados. Exagerando um pouco, de cada 10 pessoas, seguramente 11 são fumantes. Mas dizem que estão progredindo e que estão baixando leis para que não se fume em lugares fechados. Quando falamos que no Brasil existem restrições até para recintos semi-abertos, como shopings e ginásios, por exemplo, se admiram.
Retomando o curso da viagem, observamos, com o nascer do sol, a neblina que cobre o lago desaparecendo preguiçosamente, como se estivesse acordando numa segunda feira depois de um final de semana de exaustivas baladas. Esse espetáculo vai nos aguçando a curiosidade e deixando-nos mais excitados por conhecer Genebra, uma das sedes da Eurocopa 2008, cidade limpa, aristocrática, cosmopolita e diplomática por excelência. A tradicional e notória neutralidade Suíça, contribuíram para que Genebra concentrasse a maior quantidade de organismos internacionais em todo o mundo, são mais de 200, se destacando:
• Cruz Vermelha Internacional.
• Organização das Nações Unidas (ONU) - sede européia
• Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (HCR)
• Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos do Homem (HCDH)
• Organização Mundial do Comércio (OMC)
• Organização Mundial da Saúde (OMS)
• União Internacional das Telecomunicações (UIT)
• Organização Meteorológica Mundial (OMM)
• Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI)
• Organização Internacional do Trabalho (OIT)
• Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (antigo CERN)
• Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR)
• Organização Mundial do Movimento Escoteiro (OMME)
A população residente de Genebra gira em torno de 200.000 habitantes e na grande Genebra ou Cantão de Genebra, habitam cerca de 700.000 pessoas, sendo cerca de 38% estrangeiros. A segunda maior cidade da Suiça é bem menor que Maceió, a capital de Alagoas. Mas ao contrário da metrópole nordestina, Genebra é uma cidade pronta, madura, rica e imponente, considerada a segunda melhor cidade do planeta em qualidade de vida graças, principalmente, ao seu sitema escolar, tido como o melhor do mundo. Na Suiça fala-se o francês, o inglês, o alemão, o italiano, o flamenco e, até o português, devido a grande colônia de imigrantes lusos. Supletivamente tantos outros idiomas, por sua condição de cidade diplomata.
A história de Genebra se confunde com a história da Reforma Protestante no chamado espaço cultural francófano, valendo-lhe o cognome de Roma Protestante ou cidade de Calvino.
Genebra hospedou o líder religioso francês João Calvino (1536/1564) e se tornou refúgio dos seus seguidores europeus, tornando-se o berço da reforma protestante, afastando-se das orientações de Savóia, que permancecia fiel ao Catolicismo, optando por seguir as decisões de outras cidades da confederação, entre elas Berna. Com a conivência dos Reis Católicos de França desencadeou-se uma série de ações repressivas por vários meses (em 1572) contra os protestantes, como o massacre da noite de São Bartolomeu (o mais famoso, em 24 de agosto) vitimando entre 70.000 e 100.000 protestantes franceses, chamados de huguenotes.
Por volta das oito horas desembarcamos na Estação Central de Genebra. O próximo passo foi descobrir uma agência de viagens para aquisição dos europasses que nos levariam pelos paises do Leste europeu. Depois de muitas consultas em guichês da estação e no setor de turismo, fomos à agência Abreu, portuguesa, famosa inclusive aqui no Brasil e lá adquirimos as passagens pela Eurolines, com partida anunciada para 14 horas, « pontualmente » disse-nos a recepcionista portuguesa, Maria João, que nos recebeu, cuja delicadeza estava mais para João do que para Maria. Na hora determinada estavamos no ponto, em frente a agência, quase nao almoçamos tal a correria para não perdermos o “bus”, se não por outra razão, estávamos na Suiça, a terra do relógio, da perfeição e da pontualidade. E assim esperamos e esperamos até as três e meia da tarde quando finalmente chegou o nosso transporte, cujo primeiro destino era a cidade de Praga na República Tcheca. Dirigimo-nos aos motoristas para confirmar o destino, intinerário e condições da viagem. Comecou o suplício, eles não nos entendiam – inglês, francês, espanhol, italiano ou português soavam pra eles como idiomas de ET e a língua tcheca para nós, soava como… tcheco mesmo, ou seja, nao entendíamos nada. Ao longo da viagem, que durou até 6 horas da manhã do dia seguinte, fomos nos acostumando e absorvendo por « osmose » - se demorássemos mais tempo iríamos voltar falando tcheco, tal o esforço que nós e eles fizemos para nos entender.
Em Genebra aproveitamos as poucas horas para conhecer o centro da cidade, alguns palácios, algumas praças e observarmos o Lago Léman com suas águas cristalinas e seus chafarizes gigantes.
Ao longo da viagem comentamos entre nós, que se há algo pontual no Brasil, são os ônibus interestaduais, estávamos decepcionados com o primeiro teste da pontualidade luso/suiça. Nosso ônibus também não era lá um 5 estrelas, menos ainda « uma Brastemp », se muito um Real Alagoas, e foi assim que iniciamos nosso giro pela antiga « Cortina de Ferro », e como diz o nosso locutor de vaquejada : VALEU BOI !!!





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