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Manoel Augusto
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11/05/2008
Diario de um caipira pelas ruas de Paris
 

Ensaio - II - O EMBARQUE

Mineiro não perde trem, muito menos avião. Se vai viajar de manhã, dorme na fila como segurado do INSS. Aprendi com eles que quem é coxo parte cedo, principalmente com o tráfego congestionado e cada vez mais entulhado de motoristas loucos, comum até nas comunidades interioranas como a nossa Freguesia de Santa Anna da Ribeira do Panema.
Ao me apresentar para o check-in, não confundir com chequin – cheque de pequeno valor para os mineiros fui interrogado se levava na bagagem de mão instrumento metálico ou líquido em quantidade superior a 100 ml. Não tivesse eu viajado antes, pensaria, como caipira desconfiado, «querem tirar minha peixeira e nem poliça eles são ! »
A onda de terrorismo no mundo colocou em alerta as forças de segurança notadamente nos aeroportos, para prevenir contra sequestros de aeronaves e outros atos de sabotagem, assim como a detonação das torres gêmeas em Nova York. Assim sendo, todos os passageiros de aviões são obrigados a passar por uma revista minuciosa, tudo em nome da segurança do vôo e da tranquilidade na viagem – é um mal necessário.
Passados alguns minutos, chamada para embarque. O comandante anunciou que ao dar partida na aeronave constatou « UM DEFEITINHO » que levaria uns 20 minutinhos para consertar, « se acomodem que já partimos » disse-nos ele em genuíno sotaque português - aeronave portuguesa, com certeza. Passaram-se os 20 minutinhos, mais 20 e mais 20, foram-se 4 horas de espera e de agonia, com muitos passageiros exaltados. Por fim partimos em meio às desconfianças da segurança do vôo que levaria 7 horas sobre um temível Atlântico. Para quem partia cheio de dúvidas e medos – crianças chorando, pais resmungando e outros passageiros contando experiências aterrorizantes já vividas –, imaginem o quadro…
Para acalmar os ânimos, começaram a servir o jantar, que na verdade estava mais para « bóia fria » do que para « un bon dîner ». Noite a dentro, « todos a dormire », como se diz em bom português de Portugal, eis que começa a corrida em direção ao toilette. Continuei na minha cadeira me virando de um lado para outro tentando dormir, pois o dia havia sido cansativo pelas ruas do Recife. De repente, senti uma tontura e corri também ao toilette – que o caipira genuíno chama de « casinha » - já não suava frio, era gelado mesmo, e por uns 5 minutos que me pareceram horas no trono,fiquei a me recompor, demoradamente. Fraco e branco que nem vela de cemitério, retornei ao meu assento, só me levantando após a aterrissagem em Lisboa. Devido ao atraso em Recife, perdi a conexão para Lyon, deixando sem notícias aqueles que me esperavam em solo francês. Pensariam eles: caipira longe de casa, sem endereço do destino e com « pouco francês na bagagem », que poderá acontecer ? Mas, segundo o Barão Noya, quem tem boca « vaia Roma » - também vaia reitores e politicos - e por linhas tortas também vai ao seu destino, mesmo que esse não seja Roma! E assim, 20 horas depois, chegava eu a Lyon, 3ª cidade da França, levando tranquilidade àqueles que me esperavam.

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