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Manoel Augusto
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20/07/2006
Um Estado que cresce pra baixo!...
 



Há um ditado popular, que conheci ainda nos tempos de faculdade, que diz: quando me analiso, sinto-me pequeno, mas quando me comparo, cresço! Mas, se tratando de Alagoas, essa relação é inversa, principalmente quando analisada pelos alagoanos que estão no comando político. Dizem eles: mudamos o Estado para melhor e em paz! Fizemos isto e mais aquilo, a vida melhorou, o povo está menos pobre, geramos tantos milhares de empregos, assentamos outros milhares de sem terra e quantas lorotas mais !...
Porém, quando comparados os índices de desenvolvimento econômicos e sociais com outras unidades da federação, nos damos conta da nossa insignificância, do quanto somos pequenos e, pior ainda, crescemos pra baixo feito rabo de cavalo...
Ora pois pois, dirão alguns, este tema de novo? Pois é, minha gente, volto a este assunto que para muitos é maçante, chato ou conversa fiada, na expectativa de que, quem sabe depois de tanta pregação no deserto, sejamos ouvidos quanto mais não seja pelos camelos, neste caso pelos “jumentos”, já que esses são os camelos daqui!
Falar que Alagoas é o detentor do maior índice de analfabetismo do país é chover no molhado; que somos campeões de acidentes automobilísticos também não é novidade, já que todos sabemos dos derrames de milhares de carteiras que são presenteadas a leigos em vésperas de eleições – não sou eu quem diz , repito as matérias dos jornais. Dizer que o IDH de Alagoas é o 2º mais baixo do Brasil, parece não importar aos nossos governantes, menos ainda aos legisladores.
Para um Estado que historicamente ostentou o galardão de celeiro de alimentos, apesar da sua limitação geográfica, (feijão, milho, algodão, arroz, leite e pescados), custa acreditar na bancarrota em que nos metemos – com o 2º menor PIB entre os Estados nordestinos – e a cada dia piora e piora, feito a cantiga da perua... que é de uma nota só! Os mais velhos ou os que se dão conta de folhear jornais e revistas ou assistir os noticiários da TV, garanto, não ignoram esses fatos. Apesar desse somatório de infortúnios, ainda nos surpreendemos com a incapacidade de reação dos alagoanos a esse estado letárgico, de apatia e indiferença que nos acomete, a quase todos nós!!!
Alagoas, até bem pouco era tida como uma província, mas uma província onde se podia viver com tranqüilidade. Dizia-se: em Alagoas se dorme com as janelas e portas abertas e se descansa em cadeiras nas calçadas, brincava-se até, “Valentes ? Não, os que chegam lá nóis mata”! Quanta saudade desses tempos! Alagoas, a “terra dos Marechais”, “o paraíso das águas”, “o filé do Nordeste”, a terra que Nossa Senhora reservou para o “refrigério da pobreza do Nordeste”, como dizia minha avó e tantas outras avós, nas suas santas sabedorias populares, já não existe mais.
Já não somos um Estado produtor, apenas consumidor e pobre consumidor, devido ao baixo poder aquisitivo dos alagoanos, também porque o incentivo à produção se resume a uns poucos milhares de reais nos bancos oficiais, que cobram serviços que, de tão elevados, encarecem os financiamentos. Os juros de até 9% a.a., seriam compensadores, não fossem as altas taxas e obrigações cobradas pelos bancos para viabilizar uma operação de crédito. Senão como explicar a derrocada do setor agropecuário do Sertão alagoano vivendo um absoluto caos.
Depois de tanta propaganda oficial de que projetos educacionais de Alagoas são referências para outras unidades da federação, nos surpreendemos com as manchetes da televisão de algumas semanas atrás que apontavam os estudantes alagoanos do fundamental, entre os mais despreparados do País. Na olimpíada de português e matemática foram os últimos colocados, ou melhor, os descolocados.
Surpreende-nos ainda mais, os argumentos de autoridades da Secretaria de Estado de Educação: são problemas de família que afetam o desempenho escolar, falta de professores, cujos processos de contratação estamos providenciando e ... blá... blá... blá ... pra enganar a quem ? Vivemos há vários anos no “conto do faz de conta”. Faz de conta que ensinamos e os alunos fazem de conta que aprendem, faz-se pose de “sabido” e ilude-se a todos como se fossem otários, porque imaginam: são ignorantes. “Sou autoridade”, sabe com quem está falando? Se impõem pela pose e não pela competência, enquanto isso a “burrocracia” – uma mistura de incompetência (burrice), preguiça e ausência de patriotismo – vai matando à míngua todo o serviço público, cujos efeitos perversos repercutem em todos os setores, principalmente na educação, na saúde, na produção e na segurança pública... é um Deus nos acuda! Um salve-se quem puder! Cada um por si, só Deus é por todos nós! Mas, a eleição vem aí, e aí?
Ser ou não ser, já dizia Shakespeare !

MAAS.



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