Santana do Ipanema - domingo, 25 de fevereiro de 2018

  Informação
Assistência Social
Cultura
Curiosidades
Economia
Educação
Entrevistas
Esportes
Geral
Moda & Beleza
Opinião
Polícia
Política
Religião
Saúde
Sexualidade
Turismo
Vídeos
  Especiais
Canal do Sertão
Especiais de Domingo
  Serviço
Documentários
Eventos
Galeria de Fotos
Guia de Negócios
Literatura
Shows e Festas
  Interativo
Fale Conosco
Mural de Recados
Rádio Portal Maltanet
Webmail
 
Maria Lúcia Nobre dos Santos
Conheça o colunista Fale com o colunista
 

10/08/2012
Perdão para quem se arrepende dos pecados
 
Perdão para quem se arrepende dos pecados Lúcia Nobre

Na cultura do povo cristão acredita-se que, quem transgride a lei de Deus pagará por isso, será castigado. E quem se arrepende dos seus erros será perdoado. Dizem até, que através do mal, pode-se chegar ao bem. A história de Maria Mutema foi assim. Matou o marido e andava vestida de preto, sem nenhum sorriso, mulher seca de corpo e de alma, sem nenhum atrativo. Parece que seu mal maior foi tentar conquistar o padre Ponte. Dizia ao padre que matou o marido porque estava apaixonada por ele, o padre. O padre Ponte, um sacerdote bom homem, de meia idade, meio gordo, muito descansado e estimado por todos. Tinha três filhos com a mulher que governava sua casa. As pessoas a chamavam de Maria do Padre. O padre Ponte era um vigário de mão cheia, cumpridor e caridoso, pregando com muita virtude seu sermão e atendendo em qualquer hora do dia ou da noite, para levar aos roceiros o conforto da santa hóstia do Senhor ou dos santos óleos.
Bem, Maria Mutema desejava destruir a harmonia que havia entre o padre Ponte, a igreja, a comunidade e a família do padre Ponte. A mulher e os três filhos. De três em três dias Maria Mutema chegava à igreja e se confessava com o padre Ponte. Ninguém imaginava qual a verdadeira intenção da mulher. Só o padre sofria com o que ouvia de Maria Mutema. Desviá-lo de sua vida pacata e serena, do bom convívio com sua igreja e sua família. Ninguém poderia desconfiar. Chegava e saía de olhos baixos, com tanta humildade, parecia uma santa padecedora. No início, o padre tentou desviá-la daquele intento. Depois adoeceu de tanto desgosto. Via na mulher, uma perversa, mas não podia negar uma confissão, confissão não se nega. Com o passar do tempo, o padre adoeceu para morrer. Emagreceu, amofinou, sofria grandes dores. Morreu triste. Maria Mutema nunca mais voltou à igreja.
Tempos passaram e aconteceu à Santa Missão. Chegaram missionários. Dois padres estrangeiros. A igreja encontrava-se lotada dos devotos cristãos. Na última noite das novenas, todos manifestando sua fé e devoção, de repente, entra Maria Mutema. Todos se assustaram. O que aquela mulher que matara o marido e o padre Ponte, este de desgosto, queria ali, naquele lugar sagrado? Maria Mutema, sozinha, em pé, torta, magra, de preto, deu um gemido de lágrimas e exclamação. Pediu perdão! Perdão forte, perdão de fogo, que da dura bondade de Deus baixasse nela, em dores de urgência, antes de qualquer hora de nossa morte. A mulher pediu perdão pelos crimes cometidos. Implorava o perdão de Deus. E o missionário, no púlpito, entoou grande Bendito, louvado seja!
Maria Mutema redimiu-se de seus crimes por meio da confissão pública. A pecadora admite sua culpa e é perdoada. Trata-se de uma simples admissão de culpa, em que o mais fraco coloca-se perante o mais forte numa clara relação de subordinação. Vejamos os versos de Gregório de Matos:

Eu sou, Senhor; a ovelha desgarrada.
Cobrai-a, e não queirais,
Pastor Divino, perder na vossa ovelha a vossa glória.



Texto adaptado da história contada por Riobaldo de Gra


Últimas publicações
- RIO BALDO
- Perdão para quem se arrepende dos pecados
- No princípio era o Verbo
Colunistas
Antonio Machado
CENTENÁRIO DE CARTOLA
Archimedes Marques
DELEGADO ARCHIMEDES CONTRA O MATA SETE
Augusto Ferreira
Solidariedade começa com pequenos gestos
Carlindo de Lira
INTERIORIZAÇÃO versus METROPOLIZAÇÃO
Carlito Lima
SOCORRINHO
Cicero de Souza Sobrinho (Prof. Juca)
Fabulosa
Clerisvaldo B. Chagas
Resposta Benigna a Machado
Djalma Carvalho
O LIVRO DO GUERREIRO
Fábio Campos
CINZA: COR OU ELEMENTO QUÍMICO?
João do Mato
O QUE É UM PROBLEMÃO PODE TORNAR-SE UMA SOLUÇÃO
Joaquim José Oliveira Chagas
RETALHOS DE UM PAÍS
José Ailson Ferreira Leite
TECLADISTA, PIANISTA E ORGANISTA - PARTE I - O PIANISTA
José Antônio (Toninho)
Cirurgiões-dentistas ganham autorização para solicitar exames complementares
José Avelar Alécio
ENSINO PÚBLICO DE ALAGOAS x ENEM
José de Melo Carvalho
AFONSO ALECIO GOMES, UM BANCÁRIO EXEMPLAR
José Malta Fontes
NÔ PEDROSA
José Vaneir Soares Vieira
VIII - A TERRA E O CÉU FUGIRAM DE DEUS - i
Luciene Amaral da Silva
BRAÇOS DE MÃE
Manoel Augusto
Jogos de azar !!!???
Maria Lúcia Nobre dos Santos
RIO BALDO
Marta Alves Lemos
Acione o limpador
Paiva Netto
Reflexão de Boa Vontade: Igualdade de gênero e erradicação da pobreza1
Pe. José Neto de França
VOCE SE CONSIDERA UMA PESSOA MEDROSA?
Pedro Cardoso Costa
ABRAÇO DE AFOGADOS
Rogivaldo Chagas
A NATUREZA DAS ESCOLHAS
Sibele Arroxellas
TAMBORIM

Últimas Atualizações
Reflexão de Boa Vontade: Igualdade de gênero e erradicação da pobreza1
CINZA: COR OU ELEMENTO QUÍMICO?
Reflexão de Boa Vontade: Oração, trabalho e Paz
 
© 2001/2018 - Portal Maltanet - Todos os direitos reservados