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José de Melo Carvalho
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16/02/2016
AFONSO ALECIO GOMES, UM BANCÁRIO EXEMPLAR
 
AFONSO ALÉCIO GOMES, UM BANCÁRIO EXEMPLAR

José de Melo Carvalho
Membro da Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes.
Acadêmico Correspondente da Academia Maceioense de Letras.
Santana do Ipanema vivia no cume do acelerado progresso a partir do final da década de 1960. Antes, porém, no início dos anos de 1950, a cidade havia sido contemplada com uma agência bancária do Banco do Brasil, fato de grande importância para o sertão alagoano e parte dos vizinhos estados da Bahia e Pernambuco. À época, somente havia filiais do BB nas maiores cidades de Alagoas, como a de Maceió (agência centro) e as três agências das cidades de Penedo, Palmeira dos Índios e União dos Palmares. A jurisdição da agência recém-inaugurada alcançava cidades como Paulo Afonso, na Bahia, e outras como Tupanatinga e Águas Belas, em Pernambuco. Os meios de transportes eram escassos e não havia estradas asfaltadas na região. Como alternativa emergencial do agricultor, do agropecuarista, nos seus deslocamentos, apelava-se para o lombo de animal. Imaginemos quanta dificuldade havia, então, para o sertanejo obter empréstimos ou quaisquer financiamentos no Banco do Brasil!
Achei por bem acrescentar que o comércio e as indústrias, como as de beneficiamento de algodão, já estavam procurando meios e criatividade para acompanhar o progresso. A televisão (1970) já havia também chegado a algumas residências, apesar da precariedade de imagem. Eu, por exemplo, somente vim conhecer um aparelho de televisão em funcionamento quando do pernoite em Recife, com destino a Fortaleza, em excursão de estudantes concluintes da quarta série do Ginásio Santana. Todo o mundo ficou abismado com aquela novidade fenomenal. Para todos nós, estudantes interioranos, tudo aquilo era demais!
Pois bem, assim como o Banco do Brasil, Santana do Ipanema ganhara outro estabelecimento no início de 1967, que foi o Produban – Banco da Produção do Estado de Alagoas, depois simplesmente Banco do Estado de Alagoas, mantendo-se o Produban. Antes da instalação da nova agência, havia sido realizado concurso para os funcionários que seriam lotados ali mesmo, em Santana do Ipanema. Na verdade, uma especial oportunidade de emprego para jovens da cidade. Aprovados no referido concurso, com posse imediata, os jovens Afonso Alécio Gomes, José Ubiratan Brito, Paulo Pacífico dos Santos, José Cipriano Filho, Omir Pereira da Silva e José Ferreira da Silva, o Zé Lima. Ademilton Farias da Fonseca, o Bibi, foi admitido como contínuo, e Damião, como servente.
Noutro concurso que ocorreu poucos meses depois, fui também aprovado como escriturário, juntamente com Laelson Rocha Leite, Sebastião Gomes da Silva, Ildefonso Queiroz e José Gobéia, este de Pão de Açúcar.
Entre os novos bancários, destacava-se Afonso Alécio, sobrinho de Artur Alécio, próspero comerciante na cidade, com quem trabalhara até ser admitido no banco. Habilidoso, responsável, muito inteligente e talentoso, Afonso Alécio logo foi promovido ao cargo de subgerente. Pessoa amiga, humilde, alegre e muito gentil, gostava, como todos os demais companheiros de trabalho, de uma cervejinha bem gelada nos finais de semana, nos feriados e nas festas tradicionais da cidade. Muito querido, frequentava também o Tênis Clube Santanense, com os colegas de trabalho, certamente os mais próximos dele.
Ele era procedente do Sítio Timbó, município de Pindoba, Alagoas, juntamente com os seus pais Durval Pereira Gomes e Auta Pereira Gomes e os cinco irmãos Elias, José Cícero, José Avelar e Vanda. Todos se mudaram para Santana do Ipanema e passaram a morar na rua Delmiro Gouveia, antiga Rua dos Coiteiros, no bairro da Camoxinga. Afonso Alécio e irmãos ali cresceram e ali fizeram muitos amigos.
Trabalhamos juntos por cinco anos. Depois nos encontramos em Maceió, na agência centro do antigo Produban, quando ele exercia a função, também, de subgerente. Depois de três anos em Maceió, fui nomeado gerente da agência de Santana do Ipanema, de onde saí após minha aprovação no concurso de escriturário do Banco do Brasil, conseguindo ali a minha aposentadoria em 2001. Não perdemos o contato e fomos vizinhos na praia da Lagoa do Pau, em Coruripe (AL). Ele, tempos depois, foi transferido para agencia de Arapiraca, cidade onde conheceu a jovem Cícera Maria Alves (Cicinha), com quem contraiu matrimônio. Do casamento nasceram os filhos, André, Rodrigo e Gustavo. Excelente chefe de família. Uma vez aposentado, Afonso voltou a residir em Maceió.
O tio dele, Narciso Alécio, e os irmãos Elias e José Cícero são nossos colegas do BB, também aposentados. Já o irmão José Avelar é conceituado e querido médico pediatra em Santana do Ipanema. A irmã Vanda é funcionária pública do estado de Alagoas. Mantenho os mesmos laços de amizades com todos os seus familiares, incluindo os da nova geração.
Infelizmente, o colega Afonso Alécio veio a falecer inesperadamente, faz alguns meses, deixando saudosos seus amigos, ex-colegas e familiares. Rogo a Deus, senhor do universo, para que o guarde sempre no plano superior, no plano celestial. Acredito que o Velho Fonfa, como assim era tratado pelos seus colegas, por ter praticado, aqui na terra, prazerosamente, o bem, a solidariedade, a lealdade e comprido fielmente suas obrigações religiosas e profissionais, deve, merecidamente, o descanso eterno no Reino do Céu.
Maceió, outubro de 2015.



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