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Fábio Campos
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27/01/2018
JANEIRO BRANCO. A ESSA ALTURA, MEIO “AMARUS”
 
Começou com outubro rosa. Depois, novembro azul. E mais recentemente, surgiu Janeiro Branco. Sem intensão de aludir às campanhas de saúde, a que cada cor refere-se, o que nos levou abordar o tema foram os nomes das cores. De onde vieram os nomes que foram dados as cores? Pesquisamos e digitamos aqui, numa compilação, pois a matéria original dá mais de onze laudas.

“Antes da pluralidade de idiomas que temos hoje no mundo, o panorama das línguas era bastante diferente. Os linguistas defendem a ideia que a maioria das línguas europeias e parte da Ásia tiveram ancestral comum: o protoindo-europeu (PIE). Falado por volta de 5 mil anos a.C. A partir deles as línguas românicas (também conhecidas como línguas Latinas), da qual o Português tivera origem, além do Francês, Espanhol, Italiano e Romeno. Já o Inglês vem da família das línguas Germânicas, de onde também surgiu o Alemão e o Holandês.

De acordo com Mário Eduardo Viaro, professor de Língua Portuguesa da Universidade de São Paulo (em matéria publicada no “Mundocor” e “Gizmondo”) como surgiu os nomes das cores:

PRETO: Algo denso, espesso, por consequência apertado. Do Latim: “appectoráre” que significa “comprimir contra o peito”. Com o tempo transformou-se em “apretar”, e depois a forma atual. A palavra “negro” também designa a cor escura vem do Latim: “nigrum” negro=espanhol; nero=italiano, noir=francês; negru=romeno. Em inglês black remete a escuridão assim como significa “Queimar”.

BRANCO: do Latim: “Albus” daí surgiram: “Alvo” e “Albino”. Já a palavra branco, tem origem germânica, algo reluzente, brilhante ou polido. Daí a expressão: “armas brancas”. Daí Blanco=Espanhol; blanc=Francês; Bianco=Italiano. Em Inglês acredita-se que vem de “khwitz” (protogermânico), “hwit” (saxão antigo), “wit” (Holandês) que virou “White” forma atual.

VERMELHO: Você já ouviu falar que o pigmento vermelho é retirado de um inseto chamado cochonilha? Pois é justamente nesse animal que está a origem do nome da cor. “Coccum” nome latino do inseto. Em Latim a cor escarlate ganhou o nome de “coccinus”, que chegou ao grego “kókkinos”. Em Português, ficamos com a ideia de um “pequeno verme” de onde vem “vermiculum” que deu origem ao nome da cor. No Protogermânico objetos vermelhos era “Rauthaz” que derivada em “Roudr”(nórdico antigo), “Rod” (saxão antigo) chegando a “Red” inglês moderno.

VERDE: A origem do nome da cor verde, mesmo sendo de famílias linguísticas diferentes, tanto em Português quanto em Inglês, tem explicação bastante semelhante. Significa “Crescer” “Verdejar”. Do Latim: “Viridem” também em Espanhol, Romeno e Italiano. “Vert” em Francês. Já no PIE o verbo crescer é “Ghre” que se tornou “graenn” (nórdico antigo), daí o “Green” que conhecemos no Inglês atual.

AMARELO: Acredita-se que vem de “Amarus” diminutivo de “amargo” em latim. Relacionada ao gosto amargo da Bile. No PIE a palavra Ghel era usada tanto para o verde quanto para o amarelo. Que evoluiu pra “Geolu” e “Geolwe” (Nórdico antigo) que evolui pra “Yelllow” no inglês moderno.

AZUL: Em Português vem do Árabe, e do Persa que designa uma pedra preciosa: Lápis-Lazúli. No Espanhol= Azul; no Italiano=Azurro. O Francês e o Inglês foram buscar a origem pra essa cor no PIE: “Bhle-was” que significa “Brilhar”, no inglês antigo “Blaw” e “Blue” no Inglês moderno.

É importante lembrar, que muitas cores receberam seus nomes por causa de plantas, animais e outros seres naturais. Laranja, por exemplo, a cor tem seu nome originado na fruta. Em Inglês: “Orange”. “Naranj” em Árabe e Persa.
Rosa, Cinza e Violeta, são outros exemplos desse processo de denominação. O “Marrom” do Português, é “Marron” em Francês. Daí o “Marron-glacê” que por ser feito com castanhas nasceu as expressões: cabelos e olhos castanhos, pra denominar essa cor. Fonte: megacurioso.com.br”

Indo pro campo do abstracionismo, não foram apenas os meses do ano que tiveram o privilégio de ter cor. Alceu Valença no LP “Mágico”[1984] interpreta composição de sua autoria, intitulada: Dia Branco. O último verso diz: “Num dia branco feito domingo.”

Assim como existem os Versos Brancos: são versos que possuem métrica, mas não utilizam rimas.
Bem como existe na cultura popular o “Dia de Branco”, para denominar dias úteis da semana. Mas sua origem é controversa: “A expressão não tem o cunho racista que alguns pretendem conferir. A origem é doméstica, referindo-se ao ‘dia’ de lavagem das roupas de cama, antes [eram] todas brancas, que ornavam os varais. Sendo motivo para o descanso mais cedo na véspera. Cuja lavagem era feita no muque, nos tanques.”

Já a expressão “Elefante Branco” é expressão idiomática para uma posse valiosa da qual seu proprietário não pode se livrar e cujo custo (em especial o de manutenção) é desproporcional à sua utilidade ou valor. Termo amplamente utilizado na política para referir a obras públicas sem utilidade.

E o popular “Deu branco”: expressão para designar que alguém esqueceu momentaneamente, algo do qual sabia. Fonte: Google.com.br”

E pra encerrar. Charadas:

”O que acontece, se o cavalo Branco de Napoleão entrar no Mar Vermelho?
-Fica molhado, ora.”

“-Por que as mulheres casam de branco?
-Pra combinar com o fogão e a geladeira.”

“O que a Zebra disse pra Mosca?
-Você está na minha Listra Negra.”

Nairon Barreto o popular Zé Lezin:

“-Meu tio morreu de Vinho Branco.
-Como assim?
-Ele foi atravessar a rua. Vinha um carro preto, e ele viu. Mas vinha um Branco. E pah!”


Fabio Campos, 26 de Janeiro de 2018.
P.S. “Serrasalmus Kingdom – Madrigais”
O meu mais novo Conto, disponível no: fabiosoarescampos.blogspot.com


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