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Fábio Campos
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14/06/2017
SANTO ANTÔNIO, EU VOU DE BICICLETA!
 
Nos inspiramos no dia dos namorados, e nos 200 anos de criação da bicicleta para compor nossa crônica de hoje:

“Passando o fervor dos casais apaixonados, 13 de junho é o dia em que as mulheres solteiras oram para Santo Antônio trazer o amor de suas vidas. Mas, você sabe por que Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro?
Batizado de Fernando Bulhões, Santo Antônio era frade franciscano, nascido em 1195, em Portugal, mas viveu durante a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália, apesar de não ter em seus sermões nada específico sobre casamentos, Santo Antônio ficou conhecido como o santo que ajuda mulheres a encontrarem um marido por conta da ajuda que dava a moças humildes para conseguirem um dote e um enxoval para o casamento.

Reza a lenda que, certa vez, em Nápoles, havia uma moça cuja família não podia pagar seu dote para se casar. Desesperada a jovem – ajoelhada aos pés da imagem de Santo Antônio – pediu com fé a ajuda do santo que milagrosamente, lhe entregou um bilhete e disse para procurar determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse a moça moedas de prata equivalente ao peso do papel. Obviamente o homem não se importou, achando que o peso daquele bilhete era insignificante. Mas para sua surpresa, foram necessários 400 escudos para que a balança atingisse o equilíbrio. Nesse momento o comerciante se lembrou que outrora havia prometido 400 escudos de prata ao santo, e nunca havia cumprido a promessa. Santo Antônio viera fazer a cobrança daquele modo maravilhoso. A jovem moça pode casar-se de acordo com os costumes da época. E a partir de então Santo Antônio recebeu – entre outras atribuições- a de “Santo Casamenteiro”. By Gomes Tobias Editora Moderna, Jornalggn.com.br”

Ao evocar a imagem do santo, uma pergunta nos fazemos: Por que ele traz o menino Jesus no colo? O site ‘yahoo.com.br/respostas’ nos diz:

“A iconografia Antoniana relata como principal indício da imagem do menino Jesus nos braços de Santo Antônio vem da visão do conde Tiso, em ocasião que ele [o santo] estava hospedados lá [ no castelo do conde]. Santo Antônio estando em seus aposentos, o conde Tiso foi espreitá-lo pela fresta da porta e viu Nossa Senhora, entregando Jesus [menino] nos braços de Santo Antônio, que se encontrava em momento de recolhimento espiritual, porém percebendo a presença do conde o fez jurar que não falaria pra ninguém o vira, só o permitiria falar após sua morte [ do santo].”

O caro leitor já teve a oportunidade de viver a seguinte experiência? Ao ler um texto, ouvir uma palestra, assistir uma aula, ouvir uma música, sermão, missa, culto, discurso, discussão, ou qualquer outro tipo de verborragia, e determinadas palavras ficarem como que ‘retinindo’ nos ouvidos? Comigo acontece com frequência.

Desde a semana passada, duas delas ficaram feito mosquito zumbindo em meus ouvidos: “registro” e “Almanaque”. A primeira, por causa duma propaganda de cerveja: que aparece “Marca Registrada” em inglês: “Trade Mark”; a outra porque a imprensa oficial de Alagoas lançou um periódico para homenagear a passagem dos 200 anos de Emancipação Política do nosso Estado: Almanaque 200, a primeira edição[?] traz na capa uma caricatura do saudoso escritor Quebrangulense Grancialiano Ramos. Pois bem:

Registro segundo o web dicionário Priberam.com.br, vem do verbo registrar (registro + ar) e significa entre tantas coisas: inscrever no registro; lealdar; tomar nota, assentar o dito, para servir de argumento se necessário for; marcar com regularidade as observações meteorológicas [etc]. Em Portugal a grafia é: registar."

Em nossas confabulações complementamos as funções do termo: registro também é contabilizar consumo de algo, por exemplo: Água potável e Energia elétrica, temos medidores nas nossas casas, que muitos por vício de linguagem, erroneamente pronuncia: ‘resistro’. Em inglês o termo não tem a próclise: ‘regis’ somente o radical ‘trade’. E ‘regis’ não lembra ‘régio’? Tudo que vem do rei. Por isso os cartórios e repartições públicas enfatizam: “Só é dono quem registra!”

Almanaque[idem,ibdem Priberam] vem do árabe ‘al-manakh’, lugar onde o camelo ajoelha, estação, muda de cavalos, região, clima; substantivo masculino; calendário acompanhado de indicações úteis fases da lua, festividades, feriados, etc.); edição especial, mais volumosa, de revistas, sobretudo de histórias em quadrinhos.”

A bicicleta completando 200 anos de existência (ver msn.com.br). E a gente lembrando aqui, de fatos pitorescos de santanenses que envolveram o termo: São casos lá do passado, da na nossa infância e adolescência:

O Fórum da Justiça funcionava onde hoje funciona a Câmara Legislativa Municipal Tácio Chagas. Trabalhava naquela repartição um contínuo por nome Arlindo, que possuía uma bicicleta, que era seu xodó. Enfeitava todinha com bandeirolas, e outros apetrechos. Seu Arlindo ganhou dos meninos da Praça do Monumento, o apelido, que detestava: Arlindo da “jeguinha”. Ao vê-lo guiando sua bike toda enfeitada os moleques gritavam: “Arlindo da jeguinha!” De cima da bicicleta dizia toda sorte de palavrões. Soltava o guidão desequilibrava e caía o coitado, pra deleite dos moleques que gargalhavam.

Na casa de Seu Artur, vizinho a bodega de Seu Ozéias, também à Praça do Monumento morava Felício, o “Felipão” [já contei esta história numa antologia de contos e causos: “À Sombra do Umbuzeiro” – Instituto SWA). Lá vai Felipão pela Avenida Cel. Lucena Maranhão [ Avenida da Prefeitura Municipal] ao chegar próximo ao comércio, a bicicleta ficou sem freio. Ele mais o que vinha no bagageiro foram parar dentro dos tabuleiros duma loja de tecidos: “Center Fabril”

Paulo Roberto, que todos conhecemos pelo singelo apelido de Paulo “Ventão” [devido ao seu protuberante nariz], estava no ensaio do Bloco “Intimidade com A Sogra”, organizado por Tonho Baixinho e Mário Pacífico. Em determinado momento começaram a cantar a música carnavalesca: “Em rio que tem piranha jacaré nada de costa...”
E Paulo, ‘prá lá de Bagdá’ completa: “E eu vou de Bicicleta!”

Fabio Campos 14 de junho de 2017.


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