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Djalma Carvalho
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04/02/2018
O SILÊNCIO DE OSCAR
 
Djalma de Melo Carvalho
Membro da Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes.

O Lions Clube de Maceió Pajuçara, por seus associados, prestou sentida homenagem ao companheiro Oscar de Souza Bello Filho, falecido em 26 de janeiro passado. Estivemos a reverenciar a memória do pranteado companheiro na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, no Farol, em Maceió. Coube-me a produção do presente texto, lido por mim ao final da missa do 7º dia do seu falecimento.
Habituado a lidar com recortes do cotidiano, com retalhos de história, com tipos populares engraçados, com reminiscências, vi-me, a pedido dos companheiros do meu clube, a tratar de tristeza e de saudade, vocábulos pouco usados ou cogitados nos meus motes literários.
Saudades do companheiro Oscar, levado pela roda viva do inevitável ciclo nascimento, vida e morte. Tristeza, porque não mais poderemos vê-lo ativo, com seu vozeirão, a defender pontos de vista nas plenárias do clube; vê-lo a propor soluções para problemas que afligem nossa comunidade, sobretudo problemas do Vale do Reginaldo, onde o Pajuçara intensifica suas ações e atividades de voluntário prestador de serviços.
O companheiro Oscar, com certeza, deixou-nos, sem despedida, saudosos. Mas, para amenizar a tristeza e a saudade dos seus familiares, o genial e consagrado ator Paulo Autran, como legado filosófico, disse a seguinte frase consoladora: “A vida é fantástica exatamente porque existe a morte.”
Recordo-me da assembleia de posse de novos companheiros de clube, realizada no ano de 1992, no salão principal do antigo Hotel Vereda Tropical, na Ponta Verde, em Maceió. Naquela noite festiva, tomaram posse, entre outros, os seguintes companheiros: Ronaldo Gomes Bernardo, Maria Madalena de Oliveira, Edvar Pedrosa Costa, Oscar de Souza Bello Filho e este cronista.
Todos, iniciantes no leonismo. Eu, ao contrário, viera de Santana do Ipanema, onde fora membro fundador do Lions Clube daquela cidade.
Novos sócios, novo ânimo, novo entusiasmo. O Pajuçara era, então, liderado pelo saudoso companheiro Agatenor Vasconcelos, que no ano leonístico seguinte foi eleito governador do Distrito L-14, atualmente Distrito LA-3.
Já na nova diretoria do Pajuçara eleita para o ano leonístico 93/94, Oscar assumiu o cargo de 1º Tesoureiro, cargo que ocupou, com desvelo e responsabilidade, anos a fio, em sucessivas diretorias.
Carreira brilhante exerceu Oscar na vida leonística por quase 26 anos, acompanhado de Netinha, sua amada e ativa domadora, dedicada companheira de todos os momentos de sua vida. Fazer política leonística no âmbito do clube e no âmbito do distrito era prática diuturna do companheiro Oscar. Na verdade, um articulador em potencial de candidaturas vitoriosas.
Ele chegou à presidência do Pajuçara no exercício 98/99, deixando, ao final do seu mandato, uma página de relevantes serviços prestados à comunidade de Maceió, a partir dos cuidados e zelo dedicados à Escola Lions, localizada no Vale do Reginaldo.
Vez por outra, Oscar estava a recordar, com orgulho, seu tempo de jovem, rodeado de amigos, contemporâneos, na Praça Deodoro, muitos dos quais exerceram, anos mais tarde, funções públicas e políticas em Alagoas.
Referia-se, também, a aventuras do tempo de estudante universitário no Recife, juntamente com outros colegas alagoanos, fugindo, pelas ruas da capital pernambucana, da implacável perseguição da polícia da ditadura militar.
Homem apaixonado pela sua profissão de engenheiro, e apaixonado pela esposa, filhos e netos. Pai de família exemplar. Homem de bem, correto, bom amigo. Leal e entusiasta companheiro de clube, que o Pajuçara, lamentavelmente, perdeu.
Que Deus lhe dê, Oscar, o merecido descanso eterno, na paz celestial, junto ao Senhor Criador de todas as coisas.

Maceió, fevereiro de 2018.


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