Santana do Ipanema - domingo, 25 de fevereiro de 2018

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Djalma Carvalho
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24/01/2018
MODA FEMININA EM SANTANA
 
Djalma de Melo Carvalho
Membro da Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes.

“A moda é o espelho da história”, disse Luís XIV, o conhecido Rei Sol da França.
A moda feminina sempre vestiu com elegância a mulher santanense. Na verdade, a sociedade de Santana do Ipanema soube, historicamente, acompanhar as tendências e os lançamentos da moda no Brasil e no mundo, sobretudo a partir da década de 1950.
Para se constatar como verdadeira a afirmação, basta verificar a crônica social da época ou mesmo folhear álbuns com fotos dos elegantes bailes da tradicional festa da padroeira realizados nos salões do Tênis Clube Santanense.
Dizem os historiadores que a Revolução Industrial, no período de 1760 a 1850, primeiramente na Inglaterra, depois nos Estados Unidos e na Europa, promoveu o início da corrida da população do campo para as grandes metrópoles em busca de emprego. Com a Revolução Industrial vieram as invenções das máquinas de fiar, de tear mecânico e da máquina a vapor. Conheceu-se a produção industrial em série, barateando a mão de obra. O êxodo rural empanzinou as grandes cidades, criando problemas sociais de toda ordem, multiplicando a miséria, porque ainda não havia legislação de amparo ao trabalhador e a sua família.
Tempos depois, após 1850, vieram as invenções mais sofisticadas: o automóvel, o avião, o telégrafo, telefone, cinema, televisão. De 1950 para cá, ainda por conta da moderna fase da Revolução Industrial, o mundo conheceu o avanço da tecnologia, da conquista espacial, da eletrônica, da energia atômica, da engenharia genética, biotecnologia, internet, celular e o escambau do mundo globalizado.
Com o advento da Terceira República Francesa, em 1870, Paris tornou-se o centro mundial do avanço educacional, científico, médico e artístico. Multiplicaram-se as livrarias, as galerias de arte, salas de concerto, cafés, ateliês, etc. Durante o período, lá surgiram, irradiando para o mundo, as tendências estéticas, artísticas e a moda.
Nessa efervescência cultural, surgiu o movimento artístico denominado Belle Époque, que durou de 1871 a 1914, encerrando-se por aí com os horrores da Primeira Guerra Mundial.
Como se viu, Paris havia se tornado o centro difusor da moda feminina para o mundo, acompanhada de Londres e Nova Iorque.
O glamour atravessaria guerras e crises a partir de 1914, até chegar a Santana do Ipanema em 1950. Muita gente, por certo, espelhava-se na moda difundida pelo cinema americano. Não sei como as revistas de moda feminina chegavam à cidade, exceto a revista O Cruzeiro, de circulação nacional. Mas é sabido que muitas jovens santanenses estudavam em Maceió, Aracaju e Recife, e, certamente, de lá traziam as novidades e as tendências da moda. Nessas capitais já estariam funcionando grandes magazines, com deslumbrantes vitrines que expunham as novidades da moda feminina.
A indústria nacional, então, ajudou a difundir a moda pelo Brasil afora. O uso de anáguas era ideal para o caimento das saias rodadas, godê, plissadas, coloridas, listradas ou xadrez. A popeline e o algodão foram, paulatinamente, substituídos pelo nylon e pela lingerie, como produtos mais leves. O sutiã cônico apareceu. Logo, logo as curvas femininas foram sendo valorizadas. Some-se a isso o uso de cosméticos modernos e de outros produtos de beleza feminina.
Não há dúvida de que os filmes americanos teriam influenciado a moda feminina por essa época. Muita gente espelhava-se na moda de atrizes famosas, especialmente no seu luxuoso guarda-roupa, no glamour hollywoodiano.
A propósito de filmes americanos exibidos na cidade, quem não se recorda da cena que imortalizou a saudosa Marilyn Monroe (1926-1962), com seu esvoaçante vestido branco, godê, tentando segurá-lo contra o vento forte que a surpreendera?
Lembro-me de minha avó Bilia, costumeiramente debruçada na janela de sua casa, à boquinha da noite ou em tarde de verão, a trocar cumprimentos com os conterrâneos que iam e que viam. Também a observar igual preocupação de mocinhas da cidade, usando saias esvoaçantes, à moda da saudosa atriz americana, tentando segurá-las contra o vento forte que soprava na Rua Coronel Lucena, onde minha avó residia.
Como Dona Bilia, afinal, não tinha papas na língua, há de convir o leitor que ela teria feito o seguinte comentário, diante de eventual desespero de jovens santanenses, também se protegendo contra o vento forte que soprava em sua rua: “Quem viu, viu; quem não viu, faça de conta que viu.”

Maceió, novembro de 2017.


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