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Carlindo de Lira
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04/06/2009
ANALFABETISMO POLÍTICO: QUANTO CUSTA AO BOLSO DO POVO ALAGOANO?
 
Analfabetismo pol√≠tico: quanto custa ao bolso do povo alagoano¬Ņ

O conhecido dramaturgo e pensador alem√£o Bertold Brecht destacou a expres- s√£o ‚Äúanalfabetismo pol√≠tico‚ÄĚ num de seus textos, sempre marcados pela profundidade e contextualiza√ß√£o tem√°tica.
No universo acad√™mico eram conhecidas as express√Ķes ‚Äúanalfabetismo‚ÄĚ, semi- analfabeto, analfabetismo puro, analfabetismo funcional. Mas ‚Äúanalfabetismo pol√≠tico‚ÄĚ na acep√ß√£o usada pelo dramaturgo, soou, sem d√ļvida, como algo inovador, sem√Ęnti- camente, discursivamente conduzindo-nos √† reflex√£o seu amplo significado hist√≥rico: o analfabeto pol√≠tico n√£o sabe que de sua escolha depende o pre√ßo da √°gua que bebe, do feij√£o que come, da roupa que veste, do sapato que usa, dos servi√ßos de educa√ß√£o, sa√ļde e seguran√ßa; Diz Brecht: ‚Äú( ... )n√£o sabe que de sua ignor√Ęncia pol√≠tica nasce o me- nor abandonado, a mis√©ria social, e o pior de todos os bandidos sociais, o pol√≠tico corrupto, lacaio das empresas nacionais e multinacionais‚ÄĚ.
Ao mencionarmos a express√£o analfabetismo v√™m-nos √† mente os indicadores sociais como √ćndice de Desenvolvimento Humano, √ćndice Gine, e outros, calcados pelo subdesenvolvimento dos pa√≠ses capitalistas, e pelo totalitarismo de pa√≠ses que tenta- ram adotar o modelo pol√≠tico comunista; por√©m, a express√£o ‚Äúanalfabetismo pol√≠tico‚ÄĚ tem um alcance e penetra√ß√£o, quase universal, em todos os sistemas pol√≠ticos, quer em pa√≠ses centrais ou perif√©ricos. A hist√≥ria tem registrado que a apatia popular, quan- to a sua participa√ß√£o ‚Äúconsciente-cr√≠tica‚ÄĚ, no processo pol√≠tico √© determinante para a ocorr√™ncia de fen√īmenos pol√≠tico-sociais como, a recess√£o e a depress√£o econ√īmica, abuso de poder nas esferas religiosas e governamentais, golpes militares, pr√°ticas po-l√≠ticas discriminat√≥rias, convuls√Ķes sociais e guerras.
Verifica-se que o ‚Äúanalfabetismo pol√≠tico‚ÄĚ √† moda bertoldiana, conduz qualquer sociedade, seja qual for o contexto socioecon√īmico, a medidas que assumem propor- √ß√Ķes dramaticamente desastrosas, quer estejamos falando do contexto alem√£o para o surgimento do Nazismo Hitleriano e suas consequ√™ncias desumanas, ou do Imperialis-mo Neoliberal, norte-americano, e o Efeito Bush na atual crise econ√īmica mundial; no caso americano, tudo tem in√≠cio na esfera pol√≠tica, na apatia do eleitorado estaduni- dense, ou seja, apesar de estarem no primeiro escal√£o da economia mundial, sendo o modelo de desenvolvimento, o cidad√£o norte-americano apresenta, inquestion√°vel- mente, alto √≠ndice de ‚Äúanalfabetismo pol√≠tico‚ÄĚ, isto √©, aus√™ncia de participa√ß√£o e ou tomada de consci√™ncia cr√≠tica, que gera, em todas as sociedades, as mazelas sociais sintom√°ticas elencadas acima.
J√° n√£o √© hora de nos perguntarmos, qual o preju√≠zo ou dano social para um muni-c√≠pio, estado ou pa√≠s, como conseq√ľ√™ncia do analfabetismo pol√≠tico de sua p√≥
pula√ß√£o¬Ņ
O que nos remete √† pergunta, quantos preju√≠zos ou mazelas sociais tem causado o ‚Äúanalfabetismo pol√≠tico‚ÄĚ nos 102 (cento e dois) munic√≠pios do estado de Alagoas¬Ņ Por ignorarem que de suas escolhas pol√≠ticas os 101 (cento e um) munic√≠pios alagoa- nos, com exce√ß√£o de Macei√≥, n√£o melhoram seus √ćndices: de mortalidade infantil, de oportunidade de forma√ß√£o escolar, de renda per capita (por indiv√≠duo), de inclus√£o nos benef√≠cios sociais. Segundo os institutos de pesquisa nacionais e internacionais, mais da metade da popula√ß√£o alagoana vive com menos de um sal√°rio m√≠nimo,isto √©, est√£o abaixo do n√≠vel da pobreza; pois, √© considerado pobre, por √ćndices Internacionais, quem recebe at√© tr√™s sala- rios m√≠nimos.
Contra os fatos n√£o h√° argumento, diz um ditado romano. H√° quem diga, por in- cr√≠vel que pare√ßa, que √© da vontade de Deus, acredite quem quiser! Contudo, os res- pons√°veis por Pol√≠ticas P√ļblicas que podem melhorar a curto prazo t√£o alto √≠ndice de exclus√£o social, e a m√©dio e longo prazo solucion√°-lo de vez, s√£o os pol√≠ticos escolhidos pelo voto dessa popula√ß√£o de exclu√≠dos. Mas, se os pol√≠ticos alagoanos, Vereadores, Prefeitos e Vice, Deputados Estaduais, Governador e Vice, Deputados Federais, Sena- dores e suplentes, que constituem a bancada alagoana nas esferas legislativas e admi- nistrativas, t√™m o poder para atuarem politicamente representando as necessidades da popula√ß√£o pobre, cabe afirmar que, quem os colocou nessa condi√ß√£o pol√≠tica foi o Voto na Urna desse mesmo povo exclu√≠do.
Cabe aqui, agora aquela pergunta feita inicialmente, quanto custa √† vida do povo de Alagoas seu ‚Äúanalfabetismo pol√≠tico‚Ä̬Ņ Quanto custa escolher erradamente =v√°rios pol√≠ticos que n√£o est√£o representando na C√Ęmara de Vereadores, na Assembleia Le- gislativa, na C√Ęmara Federal e no Senado, as reais necessidades do povo pobre ou que sobrevive abaixo da linha da pobreza, de onde vem a maioria dos votos. √Č oportuno fazer algumas perguntas: Onde est√£o os Senadores eleitos por essa massa que sofre pela falta de Emprego e renda diariamente¬Ņ Onde est√° o Senador Fernando Collor de Mello eleito repentinamente por esse povo que o v√™ como portador da solu√ß√£o para os suas mazelas¬Ņ Onde est√£o os Suplentes do Senador¬Ņ Onde est√£o seus Projetos para es- se povo que o elegeu¬Ņ Ser√° que esse povo pobre das Alagoas sabe o que fez com o seu Voto sagrado¬Ņ
O dramaturgo alem√£o, talvez, tenha raz√£o, entre todos os analfabetos, o pior de- les √© o ‚Äúanalfabeto pol√≠tico‚ÄĚ, pois ignora que de sua decis√£o, ao escolher pol√≠ticos des- comprometidos com a sua hist√≥ria de vida, ‚Äú vai provar do p√£o que o diabo amassou‚ÄĚ; e quanto a Deus, Ele j√° deixou o Livre Arb√≠trio para todos n√≥s, isto √©, o Poder de Esco-lha √© do povo e as conseq√ľ√™ncias, tamb√©m; A senadora Ada Mello (PTB-AL) tomou posse, nesta segunda-feira (15), na vaga do senador Fernando Collor (PTB-AL), de quem √© a 2¬™ suplente. Fernando Collor licenciou-se do Senado para participar da campanha eleitoral dos candidatos petebistas √†s prefeituras municipais de Alagoas. Seu 1¬ļ suplente, Euclydes Mello (PRB-AL), que concorre nas elei√ß√Ķes municipais em Marechal Deodoro (AL), tamb√©m se licenciou.

Assim como Euclydes, Ada Mello é prima do senador Fernando Collor. Ligada à Igreja Católica e com experiência em obras de caridade e assistência social em Alagoas, a senadora afirmou, em seu primeiro discurso, que pretende trabalhar pelos menos favorecidos.

- Mediante um trabalho ordenado e devidamente refletido, pretendo pautar, neste Senado Federal, uma atuação em prol das políticas de assistência social e de preservação ambiental, mas sempre enxergadas pela ótica dos ideais maiores da Humanidade: a consolidação da prática democrática; a ação social como instrumento de reparação das injustiças humanas; e a doutrina católica como referência ética e espiritual - disse.

Agência Senado



sejamos honestos, deixemo-Lo fora de nossas Escolhas Pol√≠ticas, estas s√£o o resultado de nossa ‚ÄúForma√ß√£o Pol√≠tica‚ÄĚ ou de nosso ‚ÄúAnalfabetismo Pol√≠tico‚ÄĚ. Cabe indagar: Queremos o ‚Äúanalfabetismo ou a Forma√ß√£o Pol√≠tica‚Ä̬Ņ E ainda, qual o custo hist√≥rico imediato e a longo prazo do ‚ÄúAnalfabetismo Pol√≠tico‚ÄĚ na vida dos alagoanos¬Ņ




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