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Augusto Ferreira
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29/04/2010
A escola mais querida da região sertaneja
 
Era um prédio amarelo, com um muro alto. Os olhos curiosos olhavam pelo portão para ver alguma coisa. Aquela construção era misteriosa. As crianças, adolescentes e jovens na praça eram sinal de que por trás daquele prédio existia vida. Era muita gente entrando e saindo com camisetas iguais.

Seria o lugar do saber? O lugar dos sonhos ou o lugar de despertar para a realidade? Não tenho dúvidas de que era este o pensamento do padre José de Souza Leite quando, diante de dificuldades, incertezas e desânimos lançou a pedra fundamental para a construção do Educandário Santo Antônio, em 1º de Abril de 1961, a data marcante para Olho D`água das Flores e região. É início de novas oportunidades para a juventude sertaneja.

A década de 60 foi de transformação. O liberalismo desenfreado tomava conta do mundo. A revolução da juventude trazia esperança e a certeza de que era possível sonhar e lutar pela construção de um mundo mais justo e solidário. A Igreja Católica também apontava novidades. O papa João XXIII, em seu pontificado demonstrou que estava aberto às mudanças e que queria renovar a Igreja. Convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II, mas não participou do evento por completo, pois veio a falecer.

Paulo VI, seu sucessor, mostrou que comungava dos ideais de João XXIII e continuou com o espírito de renovação. Essa linha aberta da Igreja reflete no mundo inteiro, inclusive em Olho D`água das Flores, com o padre José de Souza Leite.

Preocupado em contribuir com a cultura e o desenvolvimento da cidade acredita que uma escola seria o meio para esse fim. Não exita! Concentra forças, pede apoios e a escola nasce, cresce e forma profissionais da e para a região. De Educandário passou a Colégio. Já são dezenas de milhares de jovens que se formaram no Cenecista, como é carinhosamente chamado pelos seus alunos.

Aquela construção misteriosa e que despertava a curiosidade entre muito jovens deixa saudades em quem já passou por lá. O Cenecista não é só o lugar do saber e da cultura, mas é também um ambiente onde se pode descobrir o valor da vida, da amizade, do respeito. Isso graças ao quadro de professores, que sempre foi dos melhores da região.

Dentre esses profissionais não se pode esquecer o professor mais lembrado em todos os tempos: professor Valdemar Farias. Suas aulas soavam como música, isso pela sua sabedoria. Não eram aulas para “decorar” a matérias, mas aulas para a vida. Seu Valdemar dedicou sua vida pelo Colégio Cenecista Santo Antonio de Pádua, foi diretor por muitos anos. Ele tinha o mesmo espírito visionário do padre José de Souza Leite.

Atualmente dirige a escola Sílvio Farias, filho de seu Valdemar, fui seu aluno e lembro-me com saudades das aulas de Estatística e de Economia e Mercado. Sílvio tinha a preocupação, como professor, de mostrar-nos que os estudos devem ir além do Cenecista, precisávamos nos desafiar e entrar para a Universidade. Seus conselhos amigos impulsionaram muitos alunos a prosseguirem os estudos e concorrerem a cargos profissionais tal e qual jovens da capital. O Cenecista capacitou muitos jovens e eu como filho desta escola, quero dizer: Parabéns Cenecista pelos seus 50 anos de compromisso e educação na região sertaneja.

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