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11/12/2017
30 ANOS APÓS O FALECIMENTO DO ESCRITOR VALDEMAR DE LIMA
 
Os livros sapienciais bíblicos afirmam que, se devem reverenciar os nomes dos filhos ilustres, porque são grandes em sua linhagem cujo saltério, pode-se acrescer que dada sua vida laboriosa, distinguiu-se das outras. Assim foi, Valdemar de Souza Lima, nascido aos 02 de fevereiro de 1902, na então Salomé, atualmente São Sebastião, estado de Alagoas, sendo filho do casal José Virgíneo de Souza Lima e de Josefa Leite de Souza Lima. Estava, pois, o garoto Valdemar nos alvores do século XX no mundo dos mortais fadado a grandes realizações pela vida afora, se a existência lhe negara uma universidade, concedendo-lhe um diploma, mas lhe fora pródiga em conhecimentos, pode-se atribuir ao escritor Valdemar de Souza Lima a máxima dos provérbios, em 3,14: “Feliz o homem que encontrou a sabedoria e, encontrou a prudência”. As idas e vindas da vida deram a Valdemar de Souza Lima um manancial de conhecimentos que ele soube armazenar na prodigiosa memória, os fatos e os feitos que a vida lhe foi proporcionando, porém foi no tabelionato a partir de 1934, exercido com denodo e proficiência em Palmeira dos Índios, que o ilustre biografado encontrou grandes subsídios, dando-lhe condições sobejas para escrever sua obra antológica Graciliano Ramos em Palmeira dos índios, em 1971, focando em 15 capítulos a genealogia dos Ramos, a ascendência de Graciliano prefeito com seus avanços e recuos, numa gestão tumultuada e rápida.
A convivência do escritor Valdemar de Souza Lima e o também homem das letras Graciliano Ramos, o fez um dos mais fecundos biógrafos, sobrepondo-se aos demais, face sua convivência com o mestre Graça, haja vista ambos viverem em Palmeira dos Índios, sendo prefeito e tabelião e ainda o liame que os unia pelas letras.
Mesmo sendo autodidata, Valdemar de Lima escrevia com facilidade sendo homem de escrita fácil e graciosa, era pessoa talhada para as letras, e o fazia delas os mais primorosos textos literários compilando seus livros. Foi sempre apaixonado pelo sertão, anos mais tarde quando a vida lhe outorgou sua aposentadoria foi residir em Brasília onde residiam alguns de seus filhos, mas mesmo assim passava vários meses no sertão de Alagoas. Engajou-se como pioneiro pela melhoria de vida dos sertanejos. Sua convivência no sertão o fez conhecer de perto as peripécias do bandoleiro Lampião e seu bando, que o levou a escrever a obra O cangaceiro Lampião e o IV mandamento, em 1979, num apanhado autêntico nas pegadas do famigerado bandido e seus asseclas, que pontilharam o Nordeste por duas décadas, espalhando terror. Valdemar de Lima enveredou também com grande garbo pelas sendas do jornalismo dentro de uma verve que pontua os grandes jornalistas sempre em defesa do sertanejo, se não pertenceu a nenhum órgão literário, mas seu nome ficou na imortalidade das letras, 2017, 30 anos de seu falecimento, seu nome precisa ser lembrado, seu nome deve ostentar no frontispício de um órgão público, perpetuando o nome daquele que em vida tanto se doou em prol do sertanejo.


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