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Antonio Machado
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22/05/2017
O PAVÃO IMPONENTE
 
O PAVÃO IMPONENTE
Antonio Machado

Escrever é um dom, escrever bem é uma arte, o poeta Sinésio Santos, enquadra-se bem no primeiro parâmetro, pois trouxe consigo o dom da poesia, como a receber do deus Zeus, os fluídos poéticos. Nascido nos arrabaldes de Coruripe aos 19 de novembro de 1947, a fazer 70 anos, se a vida não lhe foi tão propícia, mas a poesia lhe foi benfazeja, abrindo-lhe as portas ao teatro, onde Sinésio ensaiou os primeiros passos na dificílima arte de representar o cotidiano nos palcos do mundo afora, se as vaias surgiram, os aplausos suplantaram no talento do artista.
Inúmeras foram as peças que Sinésio Santos escreveu, montou e apresentou dentro de sua performance que enchia os auditórios, esse é o Sinésio teatrólogo, que nas escolas, notadamente municipais com algumas incursões pelas estaduais, Sinésio vai mostrando suas peças de teatro envolvendo a estudantada que vibra nas histórias lúdicas exclusiva aos infanto-juvenis. A poesia também tem sido um paralelo na vida de Sinésio Santos que a encontra em todo lugar, como escreveu Colly Flores que: “a poesia existe, mas é preciso o poeta para descobri-la”. E vez por outra esse porta matuto com sua verve aguda deleita seus admiradores com um punhado de poesias num florilégio de várias matizes, abordando temas já batidos, mas quando são escritas pela pena do poeta do povo, Sinésio, toma nova dimensão, tornando-as mais bonitas e mais belas.
O poeta Sinésio Santos não cursou academia, nem está atrelado a nenhum órgão literário, mas possui o dom da poesia. A imortal poetisa Cora Coralina (1889-1985), escreveu: “todos estão matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo”. Sinésio é autodidata, mas um leitor inveterado, mormente agora, quando a vida lhe amadurece existência, o poeta apega-se mais as letras, Ébener-Scenbach (1830-1916), escreveu: “na juventude aprendemos, na maturidade compreendemos”.
A vertente de escrever em prosa faz parte também do talento de Sinésio, já tendo lançado a biografia de Luiz Gonzaga, Cafundó do Juda, além de outras obras com boa aceitação do público, e agora o autor lançou mais um livro com um título meio esdrúxulo, O pavão imponente e o urubu excelente, um contraste entre ambos, escrito em rimas de sextilhas, com versos não metrificados, tratando-se de uma estória curta e lúdica, permeada de fotos vivas tanto do pavão quanto do abutre, com um posfácio altura da singela obra escrita por José Vieira Romão, presidente da SATED, em Alagoas ( Sindicato dos Artistas e Técnicos em Diversões), e esta obra do poeta do Sinésio Santos está fadada a mais uma peça teatral pelo autor, que certamente, será exibida nas escolas. Vivendo hoje, Sinésio, na área urbana de Olho d’Água das Flores, ao lado de sua musa inspiradora, Maria Cipriano, bebendo no caneco da saudade, o vinho que a vida lhe deu nas tardes bucólicas no sertão, já meio desiludido da vida, porque o doce da vida, é como o mel da Jatica, no tronco da Angiroba, tem um amargor na doçura, como escreveu José de Alencar (1829-1877), em Iracema.


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