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20/03/2017
VOZES QUE NÃO SE CALAM
 
O poeta sem métrica, Colly Flores, oriundo dos carrascais do sertão, escreveu: “das lágrimas dos sertanejos que sofrem a inclemência de uma seca sem trégua, faço a tinta para escrever sua saga, sua história permeada de lutas e sacrifícios, vivendo numa terra seca e adusta, sobretudo sem água como o principal elemento indispensável a todos os seres”. O sertanejo, esse homem aclimatado as intempéries da natureza, numa terra hostil e desprovida de recursos, quando os poderes maiores teem o dever de envidar meios para equacionar e minorar a vida do sertanejo. Levas de vozes se fazem ecoar sertão adentro, num pedido uníssono de água para o sertão que sofre uma seca implacável de seis anos ininterruptos, pois não é com bagaço de cana que se resolvem os problemas dos sertanejos, nem essa famigerada bolsa família, mais uma geração de trabalho para o povo, e consequentemente uma condição de vida digna com água, médico e escolas de qualidade com uma remuneração justa aos professores, os heróis anônimos da educação, àqueles que no dia a dia levam o saber aos jovens preparando-lhes para o amanhã da vida, e não passar dois anos seguidos sem acenar com um centavo de aumento para a classe, isto é degradante. Adam Smith escreveu: “nenhuma sociedade pode florescer e ser feliz, enquanto a maioria de seus membros for constituída de pobres e miseráveis”.

A ação nefasta da seca está instalada na casa do sertanejo, de cama e mesa, sem prazo para sair, a flora cheia de árvores hirtas parecem mãos-postas em clemência a Deus pedindo chuva para o sertão, que amarga a indiferença da seca, vê-se nas luas cheias sertanejas, nos lugares ermos de fazendas abandonadas vultos sonâmbulos na caatinga outrora verde e bela. Não fosse, pois, os carros pipas que cruzam os sertões, levando água para o povo, a situação estaria mais grave, valendo aqui um trecho da música do padre cantor Antônio Maria: “cura senhor, onde dói/ cura senhor bem aqui/ cura senhor onde eu não posso ir”. As consequências da seca são alarmantes, a fauna, acabou-se, alguns animais e aves que ainda teimam em viver estão morrendo de sede, enquanto a flora sertaneja está esturricada com seis anos seguidos de seca, quase nada resta, o gado está morrendo de fome e sede, pois o bagaço da cana sozinho, não alimenta os animais carecendo de se adicionar outros ingredientes que custam caro, haja vista os nutrientes do bagaço da cana serem insuficientes, como ração completa. O sertanejo espera com urgência as ações concretas para melhorar a situação. Zédantas escreveu e Gonzagão cantou Vozes da seca, a mais de 50 anos, porém essa música se constitui um lamento nacional, mormente dos sertanejos se não vejamos esse trecho: “é por isso que pedimos/ proteção a vamicê/ homem por nós escolhido/ para as rédeas do poder/ pois doutor, dos 27 estados/ tem 14 sem chover/ veja bem mais da metade/ do Brasil tá sem comê”.


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